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quarta-feira, 17 de outubro de 2012

Padrasto deve ser companheiro

Especialista dá dicas para uma relação harmoniosa com a nova família


É muito comum, hoje em dia, um homem assumir uma relação com uma mulher que já tem filhos de outro casamento. As crianças estão inevitavelmente incluídas no laço afetivo e, administrar a nova função de padrasto, ao mesmo tempo em que não é fácil, pode ser bem proveitoso para todos os envolvidos.

Para isso, há uma série de dicas do que deve e do que não deve ser feito, segundo Roselake Leiros, coach especializada em desenvolvimento humano. Para ela, o homem precisa entender o seu papel diante dos filhos da amada.

Num primeiro momento, o conhecimento em relação à pessoa em que se está interessado é superficial, e o fato de ela ter ou não filhos é irrelevante. “Quando o envolvimento acontece e o sentimento aflora, o homem não vai desperdiçar uma companheira interessante e madura só porque ela já é mãe. Na verdade, o homem está mesmo é à procura de alguém que realmente valha a pena e que corresponda aos seus valores”, diz a especialista.

Quando a relação começa a evoluir, o homem tende a pensar nos prós e contras. “O homem, antes de se permitir viver esse relacionamento, deve analisar se a relação entre sua parceira e os filhos é respeitosa, firme e regrada para que ele tenha certeza que as suas escolhas não resultarão em problemas futuros.”

Roselake ressalta que o homem deve procurar conhecer previamente a rotina, o convívio e os problemas já existentes naquela família, pois, ao começar a se relacionar com ela, fará parte disso tudo. Ela diz que é comum ele sentir certa insegurança e, por isso mesmo, dá algumas dicas:

Lugar certo – Ninguém substitui o pai. “Não espere ser chamado ou considerado como pai, e nem permita isso, porque esse lugar já tem dono, você deve querer sim ser considerado como um grande amigo, o marido da mãe, um ‘brother’. É muito importante que essa hierarquia seja respeitada para o bom funcionamento da família.”

Ciúme – Ele pode aparecer em relação a qualquer dos envolvidos na relação: o padrasto, a mãe, os enteados. E envolve vários fatores: o amor, o tempo dedicado, a atenção, a admiração. De início, pode ser velado, mas tende a aparecer, gerando discórdia, brigas, intrigas, ameaças e rebeldia, só para citar alguns efeitos indesejáveis, mas possíveis. O homem, segundo Roselake, tem de se impor, com respeito. “Desses conflitos saem discussões como: ‘você não é meu pai e não manda em mim’, ‘eu não gosto de você’ ou ‘você é um chato’, nesse momento é importante reconhecer que todos têm o seu lugar e importância. Portanto, tome também o seu lugar e reconheça a sua importância.”

Respeitar os espaços – Construir e manter uma relação saudável não é papel só do padrasto. Isso também deve ser feito pela esposa e pelos enteados. Depende de todos. Por isso mesmo, a mãe deve intermediar a relação entre os filhos e o novo membro da família, que devem respeitar seus espaços mutuamente.

Não queira educá-los – “É necessário ter a consciência de que os filhos não são seus, portanto, você pode e deve apenas auxiliar na educação observando os comportamentos, as atitudes e sempre manter-se neutro, sem expressar opiniões e passar por cima da autoridade da mãe”, salienta a orientadora. O ponto de vista do padrasto deve ser exposto à parceira como uma contribuição, sem impor ou exigir atitudes dela. Cabe a ela escolher como se colocar diante dos filhos para obter resultados positivos para todos.

Regras – O padrasto deve ajudar a esposa a criar as regras básicas de convivência e cuidar para que cada membro da família tenha sua privacidade garantida. Se isso for feito desde o início da relação, evitará problemas futuros.

Respeito mútuo – Se o espaço e a importância de cada um forem respeitados na família, haverá um terreno bem fértil para que nasçam laços não só de uma convivência pacífica, mas até de admiração e amor.

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